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A Sobrevivência e as Superfícies

Inicialmente não se sabia muito bem a relação do novo coronavírus e as superfícies, se continuava ativo, se perdia eficácia de contágio, se era destruído, pouco ou nada se sabia, mas hoje sabemos que, embora a principal forma de contágio seja o contacto próximo com pessoas contaminadas, o novo coronavírus também se transmite através de objetos e superfícies.

O coronavírus em superfícies e objetos também pode ser uma fonte de contágio. De acordo com um novo estudo do National Institute of Health, publicado no The New England Journal of Medicine, o vírus pode permanecer até três dias em algumas superfícies, como é o caso do plástico e do aço inoxidável. Ainda não é claro como é que o vírus se comporta em superfícies mais porosas, como a roupa, devido às diferentes origens e tipos de fibras e aos diferentes tipos de produção de tecidos, que introduzem fatores e índices, com variáveis tão diferentes, que permanecerá uma incógnita até que seja feito um rigoroso estudo para que possamos tirar uma elação mais concreta sobre a ação do coronavírus sobre a roupa.

Estes resultados reforçam a ideia de que a COVID-19 pode ser contraída, não apenas através do ar, onde as partículas podem permanecer até cerca de três horas, mas também após o toque de algumas superfícies e objetos.

Esta informação corrobora o facto de o novo coronavírus permanecer em objetos – como dinheiro, maçanetas, telemóveis e telefones fixos, comandos de TV ou ar condicionado, botões de elevadores, máquinas de Multibanco e corrimões – que podem ser um veículo de contágio.

 

O mesmo estudo indica que o novo coronavírus pode ser inativado em cerca de um minuto, ou menos, ao desinfetar estas superfícies com álcool 62-71% ou simplesmente com lixívia.

Desta forma salientamos a ação do novo coronavírus sobre as diferentes superfícies estudadas:

– Cobre: 4 horas;

– Papel ou cartão: 24 horas;

– Aço inoxidável: 2 a 3 dias;

– Plástico: 2 a 3 dias.

 

No nosso dia-a-dia entramos em contacto com materiais e objetos, feitos ou construídos com materiais deste tipo, nomeadamente:

1 – Dinheiro;

2 – Maçanetas;

3 – Telefones e telemóveis;

4 – Comandos de TV ou de ar condicionado;

5 – Botões de elevador;

6 – Máquinas de multibanco;

7 – Corrimões.

 

Como devemos agir de forma a evitar sofrer contaminação, se tivermos que usar de uma forma ou outra estes objetos, fora do nosso ambiente natural:

– Se tivermos de sair de casa, ao regressar devemos descalçarmo-nos e guardar o calçado à entrada, se possível fora de casa;

– Guardar a roupa usada dentro de um saco de plástico, até à próxima lavagem, que deve ser feita entre 60 a 90oC.

–  Lavar regularmente as mãos com água e sabão, durante pelo menos vinte segundos, e, sempre depois de utilizar estes objetos, se tal não for exequível, devemos desinfetar as mãos com álcool-gel, pois sempre é mais fácil de o transportar para qualquer sítio onde formos.

 

Haverá sempre cuidados suplementares a ter como por exemplo:

– Não partilhar objetos de uso pessoal;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca;

– Recorrer ao álcool-gel ou toalhitas desinfetantes sempre que possível e necessário;

– Evitar partilhar o telemóvel, no entanto esta poderá ser sempre desinfetado com álcool a 70%.

Se tivermos todos estes cuidados, que são perfeitamente exequíveis, estamos em grande parte a contribuir para a quebra das redes de contágio desta pandemia. Tudo isto e o distanciamento social, que já foi abordado noutros textos atrás, será um pequeno/grande passo para a quebra das redes de contágio, para tentarmos diminuir essas mesmas curvas que revelam cada dia que passa um aumento muito grande de pessoas infetadas.

Como não é demais referir no início da pandemia (março) havia dez ou vinte vezes menos casos do que em novembro deste mesmo ano, em apenas oito ou nove meses os casos mais que decuplicaram, por culpa da comodidade das pessoas, pois erradamente pensamos que o mal só acontece aos outros, mas quando nos toca a nós, a história muda de figura.

Vamos todos lutar para tentar parar esta pandemia. Está nas nossas mãos. Não faças nada de que te possas arrepender para toda a vida. A vida é mais curta do que por vezes imaginamos, e, muitas das vezes só damos valor ao que temos, quando sentimos privação do que já tivemos.

Nada disto é engraçado, mas ao olhar para a situação de uma diferente perspetiva é um pequeno preço a pagar.

Se tiveres de ficar em casa, fica em casa, se o vírus não estiver em casa, sozinho também não irá lá parar.

Não somos apenas possíveis recetores, podemos vir a ser também uma fonte de contágio, sem sabermos e sem nos apercebermos, todo o cuidado é pouco.

Cuidem-se… e saúde, muita saúde para todos.

Professor Jorge Santiago


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