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Ano XII - Jornal N.º 22 - Junho de 2003 |
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O sonho da princesa Era uma vez uma princesa chamada Branca. Branca era muito infeliz porque passava o tempo fechada dentro de um grande castelo onde o tempo parecia não passar. O seu pai era rei e a sua mãe morrera quando ela tinha dez anos. Desde a morte da sua mãe que ela passava o tempo fechada naquele enorme castelo, porque o seu pai não a deixava sair, dizia ele que era perigoso. Um dia, o rei, ao ver a sua filha mais infeliz que nunca, deixou-a ir dar uma volta pela cidade. Na cidade, Branca conheceu um rapaz chamado Martim que era filho de um moleiro, e fez amizade com ele. Quando Branca chegou a casa achou melhor não falar dele ao seu pai, não fosse ele proibi-la de ir dar passeios à cidade e de ver o seu amigo. Uns meses depois, quando Branca foi à cidade encontrar-se com Martim, ele disse-lhe que tinha um anel mágico e que na noite anterior tinha falado com a fada do anel. A fada disse-lhe para ele e a Branca irem na noite seguinte ter com ela ao jardim do castelo. Na noite combinada, eles lá foram e, quando chegaram, depararam com um cavalo voador e com a fada, que Martim reconheceu. A fada disse-lhes que o cavalo os levaria ao Castelo do Paraíso mas que para lá chegarem teriam de enfrentar vários perigos sem a sua ajuda. Durante o caminho encontraram um enorme polvo voador que tirou asas ao cavalo. O cavalo desceu e, quando chegou a terra, começou a galopar, mas de repente ele parou. Eles desceram do cavalo para ver se encontravam alguma porta que os levasse para o castelo do Paraíso, mas nem rastos de alguma porta ou de algum castelo. Até que apareceu um homem muito feio que tinha um copo na mão. Dentro do copo estava um líquido verde a ferver. O homem disse que só os levaria até ao castelo se um deles bebesse o tal líquido verde. Branca disse que o bebia e quando o homem ia para tentar enfiar-lhe o líquido dentro da boca, ela bateu com o braço no copo e o líquido que estava muito quente deixou a pele do homem queimada ao cair-lhe em cima. Então, de um momento para o outro, apareceu à sua frente o mais belo castelo do mundo onde eles viveram muito felizes com os seus filhos, Lourenço e Constança, e foi aí que o sonho de Branca se tornou realidade: Ser a pessoa mais feliz do mundo. Catarina Lourenço, n.º 4, 5.º A - (2.º lugar) |
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