|
   
 
 
 
 
 
 
  |

Invocação
Pelas ardentes pedras escarlates,
Pelo veneno da minha lâmina
negra,
Pelo vagido solitário da bruma,
Que um poderoso vento se levante.
Pelos sortilégios do Mundo
Antigo,
Pelo negro sangue das minhas veias,
Pelo incessante murmurar da
escuridão,
Que a temível potência
se erga.
Pelos leprosos e vagabundos, teus filhos,
Pelos teus terríveis
mistérios ancestrais,
Pelos gritos da tua odiosa casta,
Que o tremendo verbo ressuscite.
Pelas folhas caídas no
Outono Eterno,
Pelas almas condenadas ao
exílio,
Pela cavernosa Voz da Eternidade,
Que o perpétuo reinado comece.
Miguel Dias, n.º 15 - 11.º
C |