Ano XII - Jornal N.º 22 - Junho de 2003

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      Da minha janela

      Olho pela janela e penso no destino;
      No que ele me trouxe no passado:
      Alegrias, angústias, diversão ou tristeza,
      Amores não correspondidos e amigos leais;
      Sonhos murcham enquanto cresço, perdida a esperança.
       
      Em cada estrela tento imaginar o futuro.
      O que ele me reservará, é a grande dúvida.
      A universidade, trabalho, amigos, rapazes...
      Em que fase da minha vida se encaixarão
      E que surpresas, boas ou más, me trarão?
       
      É perdida nestes pensamentos que, de repente,
      Olho para a televisão e deixo de me importar comigo.
      A guerra que se pode ver em todo o lado,
      Mostra-se tão claramente ao mundo, pela imprensa.
      Sem dó nem piedade, só com a maldade bem explícita.
       
      Será assim o destino da Humanidade,
      Que traz tanto ao de cima, a toda a hora,
      Os “podres” de todos nós, feitos de carne e osso
      Mas com sentimentos tão escondidos para o bem,
      E de porta bem aberta para o mal?
       
      As mulheres, crianças e homens que presenciam
      Todos os dias mostras dessa maldade da humanidade,
      Estarão revoltados ou aceitarão tudo isto?...
      Então compreendo que toda a gente, mesmo demonstrando o contrário,
      Deseja viver em harmonia, consigo mesmo e com o mundo.
       
      E é confortada com esse sentimento que volto a olhar o céu,
      E me deparo com estrelas e constelações diferentes de há pouco.
      Porque o mundo é assim, sempre em mudança, e eu,
      Nas dificuldades na minha vida, tento acreditar que tudo pode melhorar.
      Para mim e para a humanidade, a paz há-de chegar.
      Quem sabe até, bem depressa...
       

          Daniela Catarino, n.º 6 - 9.º A

3º Prémio, Escalão B