Ano XIII - Jornal N.º 26 - Março de 2005

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em entrevista...

Os Pequenotes
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MARTE 

Sou uma verdadeira e grande jornalista. Faço entrevistas, reportagens... mas o que eu neste momento queria mesmo era fazer uma viagem a Marte para fazer uma coluna sobre a sua atmosfera, a sua temperatura e a sua geografia! Como tenho muitos conhecimentos sobre ciências, e admiro muito a sabedoria dos cientistas vou partir dia 17 deste mês em busca das minhas dúvidas e das minhas teorias. Levo comida e bebida suficientes para o tempo que lá estiver, levo o meu fato espacial, e claro o meu computador portátil ligado a vários programas para ser mais fácil de detectar o que necessito.


 

Os dias foram passando e o dia 17 foi-se aproximando cada vez mais, até chegar o dia tão desejado: o dia da minha partida!
Acordei cedo, pus a bagagem na minha nave espacial, e do mais essencial, claro que não me esqueci da mala dos meus objectos de jornalismo.
Faltava pouco para deixar a minha casa no planeta Terra. A contagem começou, e arranquei a fundo, quando dei por mim já lá ia nos altos do céu. Ao partir correu tudo bem. O resto da viagem correria ainda melhor.
Os dias continuaram a passar e já eu ia no meio do Universo; demorei cinco anos a lá chegar, mas o tempo passou rápido e pareceu demorar 2 meses. De repente avistei um planeta muito vermelho era Marte, o quarto planeta do sistema solar. Aterrei com algumas turbulências mas cheguei óptima e muito contente; saí pela porta da nave e fiquei de boca aberta ao ver tudo como eu sempre sonhei, fui buscar a minha máquina-fotográfica e comecei a tirar fotografias. Aqui está um exemplo de uma fotografia que tirei.
Saí para fora da nave orgulhosa de mim mesma, e fui em busca de material necessário para fazer o meu jornal. Detectei imediatamente através do meu computador uma atmosfera bastante diferente da atmosfera da Terra. Era composta principalmente por dióxido de carbono com pequenas porções de outros gases. Os seis componentes mais comuns da atmosfera eram:

- Dióxido de Carbono (CO2): 95.32%
- Azoto (N2): 2.7%
- Árgon (Ar): 1.6%
- Oxigénio (O2): 0.13%
- Água (H2O): 0.03%
- Néon (Ne): 0.00025 %

O ar marciano continha apenas cerca de 1/1000 da água do nosso ar, mas mesma esta pequena porção poderia condensar, formando nuvens que flutuavam a uma grande altitude na atmosfera.
Havia evidências de que no passado uma atmosfera marciana mais densa poderia ter permitido que a água corresse no planeta. Características físicas muito parecidas com costas, gargantas, leitos de rios e ilhas sugeriam que alguma vez existiram grandes rios no planeta.
A temperatura também não foi difícil de se analisar.
A temperatura média registada em Marte era -63° C com uma temperatura máxima de 20° C e mínima de -140° C.
A pressão atmosférica variava semestralmente em cada local de aterragem. O dióxido de carbono, o maior constituinte da atmosfera, congelava de modo a formar uma imensa calote polar, alternadamente em cada polo. O dióxido de carbono formava uma grande cobertura de neve e evaporava-se novamente com a chegada da Primavera em cada hemisfério. Quando a calote do polo sul era maior, a pressão diária média tinha o valor baixo de 6.8 milibars; em outras épocas do ano chegava a atingir o valor de 9.0 milibars. Em comparação, a pressão média na Terra era 1000 milibars.
Voltei à minha nave espacial com alguma informação sobre a atmosfera e a temperatura de Marte. Antes de me deitar comi qualquer coisa, vi um bocado de televisão e deitei-me.
No outro dia acordei bem disposta, tomei o pequeno-almoço e fui dar uma volta pelo planeta, à procura de mais informação para a minha coluna, andei um pouco, e o meu computador deu um pequeno alarme de que me estava a aproximar de uns vales chamados Marineris com mais de 3.000 quilómetros de comprimento e cerca de 8 quilómetros de profundidade; onde também se encontravam numa ilhas. A água que escavou os canais no norte e leste do sistema de desfiladeiros dos vales Marineris tinha um tremendo poder erosivo. Uma consequência desta erosão foi a formação de ilhas. Esta fotografia que tirei, mostrava duas ilhas que se formaram devido ao desvio da água provocado por duas crateras com 8 a 10 quilómetros de diâmetro. A água correu de sul para norte (de baixo para cima na fotografia). A altura da escarpa que circunda a ilha de cima era de cerca de 400 metros, e a escarpa que circundava a ilha do sul tinha cerca de 600 metros de altura. Resolvi voltar com toda esta informação para a nave, e no outro dia sair com o meu carro para visitar as calotes do polo Norte e do polo Sul. Passaram 36 horas (que na Terra equivalem a 13 horas) e acordei com muita energia e força de vontade para continuar o meu trabalho; comi uma deliciosa torrada e um copo de leite quente, entrei no carro e arranquei a toda a velocidade, chegando à calote do polo Sul verifiquei que era um polo com mais ou menos 400 quilómetros. Consistia principalmente de dióxido de carbono congelado. Esta calote de dióxido de carbono nunca derretia completamente. O gelo parecia avermelhado devido à poeira que foi incorporada. De seguida fui para a calote do polo Norte, e esta era o contrário do polo sul, a calote provavelmente consistia em água congelada.
Regressei à nave sentei-me no sofá e comecei a pensar porque é que o planeta se chamava Marte?
Fui pesquisar na Internet e a resposta à minha pergunta lá estava, e dizia que era provavelmente à sua cor avermelhada foi baptizado como deus da guerra. Marte era o nome do deus Ares na mitologia grega. Era o deus da guerra e sempre andava acompanhado pelos seus dois filhos Phobos e Deimos, são os nomes das duas luas do planeta Marte.
Como a minha resposta dizia que as duas luas de Marte se chamavam Deimos e Fhobos, fiquei curiosa e quis saber mais sobre as suas luas. Fui para a rua e levei comigo o meu telescópio que me tinham oferecido nos anos. Estive um bocado a tentar regula-lo e pronto, observei a lua Deimos, tinha uma forma esquisita. Estive um bocado a ver esta visão magnífica e resolvi saber mais sobre a lua, fui ao meu computador e tirei mais informações. Fiquei satisfeita e regressei para dentro antes que me constipa-se. Passado 15 minutos senti a nave a abanar resolvi voltar à rua para ver o que è que se estava a passar.
Uma grande tempestade se aproximava, eu já sabia que tempestades de poeira local eram relativamente comuns em Marte. Tinham tendência para ocorrer em áreas de gradientes topográficos e/ou térmicos elevados, onde os ventos de superfície seriam mais fortes. A tempestade tinha várias centenas de quilómetros de extensão. Resolvi voltar para o planeta Terra com toda a informação já recolhida. Parti naquele exacto momento com algumas turbulências mas sai dali salva e contente de realizar o meu sonho. Quando cheguei a Terra era só pessoas à minha volta a perguntar como foi? Se vinha bem... Fiz a minha coluna de jornal que saiu no outro dia fresquinha de notícias sobre Marte!

Paula Tavares (7.º C)