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MARTE

Sou uma verdadeira e grande jornalista. Faço
entrevistas, reportagens... mas o que eu neste momento queria mesmo era
fazer uma viagem a Marte para fazer uma coluna sobre a sua atmosfera, a
sua temperatura e a sua geografia! Como tenho muitos conhecimentos sobre
ciências, e admiro muito a sabedoria dos cientistas vou partir dia 17
deste mês em busca das minhas dúvidas e das minhas teorias. Levo comida
e bebida suficientes para o tempo que lá estiver, levo o meu fato
espacial, e claro o meu computador portátil ligado a vários programas
para ser mais fácil de detectar o que necessito.

Os dias foram passando e o dia 17 foi-se
aproximando cada vez mais, até chegar o dia tão desejado: o dia da minha
partida!
Acordei cedo, pus a bagagem na minha nave espacial, e do mais essencial,
claro que não me esqueci da mala dos meus objectos de jornalismo.
Faltava pouco para deixar a minha casa no planeta Terra. A contagem
começou, e arranquei a fundo, quando dei por mim já lá ia nos altos do
céu. Ao partir correu tudo bem. O resto da viagem correria ainda melhor.
Os dias continuaram a passar e já eu ia no meio do Universo; demorei
cinco anos a lá chegar, mas o tempo passou rápido e pareceu demorar 2
meses. De repente avistei um planeta muito vermelho era Marte, o quarto
planeta do sistema solar. Aterrei com algumas turbulências mas cheguei
óptima e muito contente; saí pela porta da nave e fiquei de boca aberta
ao ver tudo como eu sempre sonhei, fui buscar a minha
máquina-fotográfica e comecei a tirar fotografias. Aqui está um exemplo
de uma fotografia que tirei.
Saí para fora da nave orgulhosa de mim mesma, e fui em busca de material
necessário para fazer o meu jornal. Detectei imediatamente através do
meu computador uma atmosfera bastante diferente da atmosfera da Terra.
Era composta principalmente por dióxido de carbono com pequenas porções
de outros gases. Os seis componentes mais comuns da atmosfera eram:
- Dióxido de Carbono (CO2): 95.32%
- Azoto (N2): 2.7%
- Árgon (Ar): 1.6%
- Oxigénio (O2): 0.13%
- Água (H2O): 0.03%
- Néon (Ne): 0.00025 %
O
ar marciano continha apenas cerca de 1/1000 da água do nosso ar, mas
mesma esta pequena porção poderia condensar, formando nuvens que
flutuavam a uma grande altitude na atmosfera.
Havia evidências de que no passado uma atmosfera marciana mais densa
poderia ter permitido que a água corresse no planeta. Características
físicas muito parecidas com costas, gargantas, leitos de rios e ilhas
sugeriam que alguma vez existiram grandes rios no planeta.
A temperatura também não foi difícil de se analisar.
A temperatura média registada em Marte era -63° C com uma temperatura
máxima de 20° C e mínima de -140° C.
A pressão atmosférica variava semestralmente em cada local de aterragem.
O dióxido de carbono, o maior constituinte da atmosfera, congelava de
modo a formar uma imensa calote polar, alternadamente em cada polo. O
dióxido de carbono formava uma grande cobertura de neve e evaporava-se
novamente com a chegada da Primavera em cada hemisfério. Quando a calote
do polo sul era maior, a pressão diária média tinha o valor baixo de 6.8
milibars; em outras épocas do ano chegava a atingir o valor de 9.0
milibars. Em comparação, a pressão média na Terra era 1000 milibars.
Voltei à minha nave espacial com alguma informação sobre a atmosfera e a
temperatura de Marte. Antes de me deitar comi qualquer coisa, vi um
bocado de televisão e deitei-me.
No outro dia acordei bem disposta, tomei o pequeno-almoço e fui dar uma
volta pelo planeta, à procura de mais informação para a minha coluna,
andei um pouco, e o meu computador deu um pequeno alarme de que me
estava a aproximar de uns vales chamados Marineris com mais de 3.000
quilómetros de comprimento e cerca de 8 quilómetros de profundidade;
onde também se encontravam numa ilhas. A água que escavou os canais no
norte e leste do sistema de desfiladeiros dos vales Marineris tinha um
tremendo poder erosivo. Uma consequência desta erosão foi a formação de
ilhas. Esta fotografia que tirei, mostrava duas ilhas que se formaram
devido ao desvio da água provocado por duas crateras com 8 a 10
quilómetros de diâmetro. A água correu de sul para norte (de baixo para
cima na fotografia). A altura da escarpa que circunda a ilha de cima era
de cerca de 400 metros, e a escarpa que circundava a ilha do sul tinha
cerca de 600 metros de altura. Resolvi voltar com toda esta informação
para a nave, e no outro dia sair com o meu carro para visitar as calotes
do polo Norte e do polo Sul. Passaram 36 horas (que na Terra equivalem a
13 horas) e acordei com muita energia e força de vontade para continuar
o meu trabalho; comi uma deliciosa torrada e um copo de leite quente,
entrei no carro e arranquei a toda a velocidade, chegando à calote do
polo Sul verifiquei que era um polo com mais ou menos 400 quilómetros.
Consistia principalmente de dióxido de carbono congelado. Esta calote de
dióxido de carbono nunca derretia completamente. O gelo parecia
avermelhado devido à poeira que foi incorporada. De seguida fui para a
calote do polo Norte, e esta era o contrário do polo sul, a calote
provavelmente consistia em água congelada.
Regressei à nave sentei-me no sofá e comecei a pensar porque é que o
planeta se chamava Marte?
Fui pesquisar na Internet e a resposta à minha pergunta lá estava, e
dizia que era provavelmente à sua cor avermelhada foi baptizado como
deus da guerra. Marte era o nome do deus Ares na mitologia grega. Era o
deus da guerra e sempre andava acompanhado pelos seus dois filhos Phobos
e Deimos, são os nomes das duas luas do planeta Marte.
Como a minha resposta dizia que as duas luas de Marte se chamavam Deimos
e Fhobos, fiquei curiosa e quis saber mais sobre as suas luas. Fui para
a rua e levei comigo o meu telescópio que me tinham oferecido nos anos.
Estive um bocado a tentar regula-lo e pronto, observei a lua Deimos,
tinha uma forma esquisita. Estive um bocado a ver esta visão magnífica e
resolvi saber mais sobre a lua, fui ao meu computador e tirei mais
informações. Fiquei satisfeita e regressei para dentro antes que me
constipa-se. Passado 15 minutos senti a nave a abanar resolvi voltar à
rua para ver o que è que se estava a passar.
Uma grande tempestade se aproximava, eu já sabia que tempestades de
poeira local eram relativamente comuns em Marte. Tinham tendência para
ocorrer em áreas de gradientes topográficos e/ou térmicos elevados, onde
os ventos de superfície seriam mais fortes. A tempestade tinha várias
centenas de quilómetros de extensão. Resolvi voltar para o planeta Terra
com toda a informação já recolhida. Parti naquele exacto momento com
algumas turbulências mas sai dali salva e contente de realizar o meu
sonho. Quando cheguei a Terra era só pessoas à minha volta a perguntar
como foi? Se vinha bem... Fiz a minha coluna de jornal que saiu no outro
dia fresquinha de notícias sobre Marte!
Paula Tavares (7.º C) |