Ano XII - Jornal N.º 24 - Junho de 2004

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Permanecer diferente não é fácil

É com grande frequência que verificamos que esta afirmação é verdadeira.

Perante um mundo tão cheio de corrupção, de falsidades, de pessoas sem escrúpulos, que são protagonistas das notícias que vemos, que ouvimos e que lemos; perante a visão tão triste mas real da fraqueza de muitos que caem no mundo das drogas e no mundo do crime; perante a realidade de muitos bandidos que se dão bem e de muitos justos que se dão mal, é difícil, principalmente para os jovens, ficar indiferente a estes acontecimentos. E se uns vêm nisto um exemplo do que não se deve fazer, há infelizmente quem veja nestas acções um exemplo a seguir.

Mas não é só ao mal que é difícil resistir. Também acontece admirarmos alguém e tentarmos imitá-lo. Certo é que, se admiramos uma pessoa de bem, iremos fazer o bem, e esse é o lado bom que, por exemplo, os famosos podem exercer sobre os fãs. No entanto, é um bem que é feito por imitação, não por iniciativa própria. E é nisso mesmo que nos tornamos: imitações. Como alguém disse: “Todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Sermos nós próprios, sermos originais, sermos diferentes não é fácil. Quantas vezes nos deixamos influenciar pelos outros? Quantas vezes não agimos de modo diferente ao que achamos correcto porque os outros agem assim, porque outros acham que assim é que está certo?

Como disse Dalai Lama: “O segredo do equilíbrio é não nos deixarmos seduzir pelos extremos”. Mas quão difícil é lembrarmo-nos desta frase perante tantos casos. Permanecer diferente não é fácil!

Maria Botelho - 11.º A